Lições do trabalho em equipe do U2

Em 25 de setembro de 1976 um garoto irlandês de 14 anos, que estudava na escola Mount Temple Comprehensive High, fez um anúncio buscando músicos para formar uma banda.

Ele seria o baterista da banda e pretendia ser o líder também. Seis adolescentes responderam e o sonho de ser líder foi por água abaixo, já que o rapaz dos vocais, tinha carisma. Em pouco tempo eles já estavam ensaiando e tocando em alguns bares Dublin. Resolveram chamar a banda de Feedback.

Na verdade, eram bem fraquinhos, tinham pouco conhecimento musical e eram ruins de se ouvir. Mas toda banda começa assim mesmo. E normalmente elas não vão para a frente porque o pessoal não se entende, falta foco, falta química e principalmente se sujeitar a tocar muitas e muitas noites sem ganhar nada.

Isso desestabilizava os garotos o tempo todo. Uma dúvida os perturbava: Manter a carreira errante de músico ou cuidar dos estudos numa carreira supostamente mais segura? Tempos difíceis.

Mas essa é a história da maioria das bandas, já ninguém nasce pronto e é uma boa lembrança de que grandes times às vezes nascem sem jeito e vão se fazendo com o tempo. Tem que perseverar!

Dois anos depois ainda estavam sem grana, dois caras já tinham deixando a banda para cuidar das suas vidas e eles tinham mudado o nome da banda para The Hype. Mas eles ainda não gostavam do nome. Além disso, continuavam desconhecidos.

No dia 17 de março de 1978 eles estavam participando de um show de talentos e pouco antes eles receberam uma sugestão de mudar novamente o nome da banda.

Então resolveram se chamar U2.

Os quatro músicos da banda que estão juntos até hoje, eram, Paul David Hewson o Bono Vox nos vocais; na Guitarra Dave Evans, conhecido como The Edge; Adam Clayton no baixo e Larry Mullen Jr. (o fundador) na bateria.

Eles subiram no palco, ainda sem tanta personalidade, mas com mais cabelos e algum carisma. Assim, cantaram e encantaram.

Com uma de suas músicas, venceram um festival e ganharam um contrato com a CBS para gravar uma fita demo. Isso colocou os caras no mapa musical da cidade. Vendiam algumas centenas de discos, começavam a ganhar algum pouco dinheiro para fazer shows. Mas banda ainda não emplacava.

Até que eles fecharam contrato com uma nova gravadora a Island Records, e em 1980 lançaram um disco chamado BOY! E lá tinha uma faixa, que iria colocar o U2 no mapa de vez: I Will Follow

Finalmente, depois de 4 anos de ralação muito dura, quase que trabalhando de graça, com todas as forças contrárias, os garotos do U2 conseguiram algum sucesso!

Mas a gravadora estava ávida por novos sucessos e eles começaram a compor em ritmo frenético. Chegaram a ter uma maleta cheia de composições furtada. Esses são os contratempos da vida.

Então lançaram o álbum OCTUBER em 1981, com muitas músicas inspiradas na religiosidade de Bono. O álbum não foi bem recebido pela crítica e não trouxe nenhum hit marcante. Quase passou em branco na carreira do U2.

Foi um tempo de vácuo e muitas indefinições. Eles precisavam se firmar, mas havia uma divisão entre eles. Bono Vox e The Edge pensaram em sair da banda. Eles não estavam tão seguros que seria uma boa ideia continuar e, além disso, eles eram profundamente católicos, faziam parte de uma seita cristã ortodoxa e estavam perturbados com o estilo de vida rock n’roll.

Eles eram homens de muita ideologia e isso estava corroendo a mente deles. Eram caminhos opostos e por meses eles ficaram nessa indefinição.

Depois de muita reflexão, eles deixaram a seita de lado, mas continuaram religiosos, com mais moderação. Canalizaram sua energia para uma cruzada contra a guerra e a intolerância e compuseram grandes canções. Até que em 1983 eles lançaram o disco WAR com músicas que entraram para história e definitivamente colocariam o U2 entre as maiores bandas do mundo.

Numa das músicas eles criticavam o massacre ocorrido em 30 de janeiro de 1972, num conflito entre protestantes, católicos e o exército inglês, que matou 14 pessoas e feriu outras 26, todos atingidos por tiros pelas costas, de forma covarde. Esse dia ficou conhecido como Domingo Sangrento e U2 compês, Sunday Bloody Sunday.

Numa outra música do mesmo álbum eles criticavam a ditadura na Polônia que arruinava o país há décadas e era finalmente combatida pelo movimento solidariedade de Lech Walessa.

 

A Ascenção da Banda!

 

Depois disso a carreira internacional do U2 decolou e eles passaram a figurar na lista das músicas mais tocadas por todo mundo. Eles criaram uma identidade com engajamento política e humanitário e a banda não parava de crescer.

Eles se tornaram um belíssimo time. O Show bizz é feito de muitas mãos e em torno do U2 se juntaram empresários, artistas, engenheiros de som, produtores e uma rede de pessoas que tinham participação direta e indireta em tudo que eles faziam. Tudo ficou mais complexo.

Em paralelo eles viveram uma epifania criativa, estudaram mais, praticavam mais, adquiriam equipamentos mais sofisticados que foram sendo incorporados ao som da banda e individualmente todos cresceram dia após dia, assim a banda cresceu junta também.

Mas os desafios surgem o tempo todo. Eles tinham que ter muita paciência e energia para suportar agendas lotadas de compromissos, distancia da família, conflito no relacionamento entre eles.

Se por um lado eles passaram o pão que o diabo amassou quando eram desconhecidos, agora estavam quase escravos de uma rotina avassaladora de super estrelas.

Nos anos 90 eles tentavam se reinventar e estavam estressados, cansados e buscavam inspiração para o novo álbum. Então em outubro de 1990, na véspera da reunificação da Alemanha, eles resolvem viajar para a parte oriental para entrar num estúdio antigo, compor e gravar.

Eles estavam com opiniões divergentes sobre estilos, ritmos e novas texturas de som. O produtor e os músicos não se entendiam. Entre eles também não havia consenso e o clima estava pesado.

Bono e Edge começaram a se destacar do grupo e tiveram picos de stress que terminavam em bate boca, quase terminando com tapas e empurrões. A banda estava flertando com o fim. Eles estavam frustrados, cansados e criativamente pressionados.

Então numa noite Bono escreve uma letra que seria uma das maiores canções do U2. Ela falava de pessoas que se desentendem, brigam, perdem a cabeça e falam bobagens umas para as outras, mas no final tem uma solução para tudo isso.

A letra disse assim:

 

 

Essa é uma versão que o U2 gravou com a Mary j Blige  em 2006 e explodiu novamente nas paradas de sucesso. Você pode ouvir mais na nossa playlist no spotify, o link está no post desse episódio.

Trabalhar em equipe tem muitos desafios. O U2 superou muitas crises, muita dificuldade e também a pressão do estrelato. Cada um da banda sofreu muito na jornada e aprenderam da forma mais dura que trabalhar como um time, envolve paciência, dedicação, abrir mão, dar a mão… respeito, cumplicidade e acima de tudo amor.

Se você é um profissional e quer ser grande, tem que aprender a trabalhar em equipe. Ninguém faz nada sozinho. E trabalhar em equipe exige muito, afinal, será que o inferno são os outros?

Se você quer trabalhar em equipe em alto nível, então eu vou te mostrar como, através de algumas práticas HD.

 

PRÁTICAS HD

 

PRÁTICA NÚMERO 1

Trabalhar em equipe exige muita dedicação da sua parte. Separamos, então, 7 ações para você jogar em alto nível:

 

  1. Seja leal com as pessoas. Você pode gostar ou não de alguém que trabalha contigo, inclusive o seu chefe, mas respeitar e demonstrar que a você sempre será justo e leal fortalece o time.

 

  1. Respeite as diferenças: É diversidade das pessoas que fortalece o time. É preciso talentos diferentes, olhares diferentes e cabeças diferentes fazendo as coisas.

 

  1. Veja o lado bom das pessoas. No seu time ou na sua empresa, há gente de todo tipo. Todos têm alguma história especial, uma habilidade ou uma marca que o faz único. Que tal você descobrir?

 

  1. Não tente resolver tudo sozinho. Busque ajuda, fale abertamente naquilo que você não é bom, com certeza alguém vai te estender a mão para ajudar. E não esqueça de ajudar quando chegar a sua vez.

 

  1. Levante as pessoas: Sempre vai haver alguém abatido e com o moral baixo no time. Eventualmente vai encontrar alguém jogando contra, puxando para trás. Não importa se você é ou não é líder dessa pessoa, seja um elemento conciliador. Jogue para o time.

 

  1. Seja leal a causa da sua empresa: A única coisa que realmente une pessoas diferentes é um objetivo comum, principalmente se for com valores comuns. Procure entender quais são os valores da sua empresa e se alinhe com isso.

 

  1. O todo é maior do que você. Toda vez que você achar que você é mais importante do que o time inteiro, pode ter certeza que você é o problema. Quando você tem consciência de que o time tem que estar em primeiro lugar, você muda, suas ações mudam e com isso o time muda. Atenção conceito HD: Os maiores profissionais realmente têm a consciência de que eles devem servir. Deixam de lado o orgulho, a razão e a vaidade e procuram agir com os valores mais elevados, como transparência, respeito, confiança e até… amor.

 

PRÁTICA NÚMERO 2

Quando eu vejo as pessoas que jogam bem em equipe, é muito fácil identificar o que elas têm de especial. Sabe o que é? O propósito! A causa!

Pessoas que mantem propósitos mais elevados, tem mais facilidade de dedicar seu tempo e suas ações em favor das outras pessoas.

Já as pessoas que têm propósitos mais rasos, pensam mais em si mesmas e não estão muito preocupados com os outros.  Essa máxima se aplica a qualquer área das nossas vidas e da nossa sociedade, inclusive no trabalho.

Então se você quer realmente trabalhar bem em equipe, é importante pensar no que move você. E fazendo essa reflexão, responda a uma pergunta: Qual causa vai mover daqui para a frente?

E aí pessoa, será que você consegue fazer essas práticas? Agora é só fazer aquela coisa que transforma! FAZER!

 

CEREJA DO BOLO

Você já parou para pensar sobre uma música que representa a sua essência? Que música representa quem você é de verdade? Quer saber qual é a minha? Já que eu estou na semana do meu aniversário, eu me permitir essa extravagância.

O U2 tem muitas músicas incríveis e tem uma que fala de jornada, busca e de elevação. Não é exatamente a letra dela, mas sua ideia, seu espírito. Tudo isso me representa.

Vejam o vídeo legendado:

 

 

ÚLTIMA GOTA

Na ultima gota desse texto eu quero te contar te contar uma coisa interessante:

Tem muita gente que fala mal do U2 e vive malhando a banda mas veja bem: Hoje eles estão entre as maiores bandas da história da música, ainda fazem um sucesso estrondoso e são bastante engajados com causas políticas e sociais.

Inclusive o Bono Vox é um dos patronos de uma entidade não governamental chamada ONE, que faz trabalhos humanitários pelo mundo. As letras deles falam de amor, procuram dar consciência para as pessoas sobre os problemas do mundo e no geral são boas músicas. Então, você pode não gostar dos caras, mas se você quer trabalhar bem em equipe, pode começar aprendendo a respeitar e dar mérito para o outro. Não é só no trabalho, é o tempo todo na sua vida.

 

Saiba mais como você pode se tornar um profissional HD, visite nosso site!

Ouça esse conteúdo em áudio em nosso PODCAST.

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MICHAEL OLIVEIRA

Michael é Líder e Fundador do Instituto Brasileiro de Liderança. Atua em posições estratégicas há 20 anos, é especialista em gestão de negócios e já liderou equipes e empresas nas principais capitais do Brasil, ocupando cargos de gerência até CEO.

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