Você conhece as fases da Mudança?

Você conhece este símbolo? Uma serpente em círculo engolindo a própria cauda. Este é o Ouroboros e ele é encontrado em várias civilizações, há milhares de anos. Ele representa o ciclo da vida, o infinito, as mudanças, o tempo, a evolução e a renovação. E a cada ciclo, mais aprendizados. 

Você sabe como fazer mudanças, como passar por transformações? Vou usar um exemplo, bem particular! A minha mudança para São Paulo.

A mudança possui, normalmente, algumas etapas muito previsíveis e quando entendemos isso é bem mais fácil ficar no controle da situação e ter sabedoria para passar por transformações.

A primeira etapa é o estado de inconsciência. Em seguida, ao entrarmos em contato com o conhecimento, passamos para o segundo estágio, o de consciência. Eu entrei nesse estágio quando recebi o convite para continuar na empresa em que eu trabalhava e ser um dos motores da transformação na mesma.

O terceiro estágio veio logo em seguida, o dilema. Em minha opinião, esse estágio é um dos mais desgastantes de um processo de mudança. Você pesa prós e contras, avalia as opções e isso pode te consumir dias, meses e até anos.

No meu caso, o estágio de dilema me consumiu exatamente três meses. Eu compartilhei a dúvida com a minha esposa, com amigos, com os parceiros de negócios e foram longas as conversas até que eu formasse uma opinião. Havia muita coisa em jogo. Chegamos, enfim, ao quarto e último estágio: a decisão!

Para abraçar essa mudança, eu precisaria sair da cidade de Juiz de Fora para São Paulo, vender minha casa e, claro, levar minha família. Isso causaria um impacto na vida deles (seria a quinta mudança de cidade em menos de dez anos). Além disso, teria que reestruturar o IBL, montar um time novo com pessoas na criação e ajustar a minha agenda para dar conta de tudo. Então, depois muitas noites conversando sobre o caminho a seguir, decidimos que iríamos em frente.

Com a decisão tomada, eu teria mais três etapas pela frente: a euforia, a depressão e, finalmente, a normalidade.  Com muitas coisas para fazer, fomos com toda energia, euforia total! Tínhamos que visitar a nova cidade, conhecer a nova equipe, visitar escolas, vender a antiga casa, cuidar da mudança, etc. Com isso, gastamos mais três meses para virar completamente a chave. Poucos dias antes da mudança final, deu aquele frio na barriga da minha esposa e ela perguntou “Dá pra voltar atrás?” E ali começava o penúltimo ciclo: a depressão. É nesta fase que as pessoas se dão conta de que a mudança exige trabalho e dedicação, com momentos de dor e sofrimento, já que saímos da zona de conforto.

Entenda bem, quando digo depressão, é uma queda na energia, um abatimento que é normal e transitório, assim como todas as outras fases da mudança. Este momento pode demorar mais ou menos tempo, e depende do nível de engajamento e foco das pessoas.

Estamos há, exatamente, três meses em São Paulo e minha família já está quase adaptada, estamos entrando na última fase: Normalidade

Existem muitas formas de fazer coisas para mudar. Mas, curiosamente, algumas grandes mudanças podem acontecer, sem que se faça nada. Basta abandonar velhos hábitos. Pense em uma mudança que você quer fazer, na sua vida, rotina ou no trabalho. Pensou? Então faça!

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